Consciência negra!

Edição 2018

Data de lançamento: 2015 (mundial).

Edição: Ione Gonçalves.

Elenco: Nisse Leandro, Regina Deiviera, Marildete Batista, Valdiedna França, Jaidete Maria.

Documentário Mucamas

O Brasil é o país com maior índice de domésticas no mundo. Segundo dados recentes da Organização Mundial do Trabalho, são 6,7 milhões de mulheres na função, representando 17% das trabalhadoras do país. Para ouvir a voz dessas mulheres, foi criado o documentário Mucamas. Com duração de 15 minutos, o filme joga luz sobre mulheres que dedicam suas vidas à vida de outras famílias. O que torna o projeto ainda mais especial é que cinco das integrantes do elenco são filhas de mulheres entrevistadas . Ambientado na maior cidade do país, São Paulo serviu como pano de fundo para relatos intimistas que revelam a necessidade de representarmos o papel dessas profissionais no mundo em que vivemos.

A turma do 1º I, responsável pelo documentário “Mucamas”, fez um trabalho excelente em forma de debate, cujo objetivo foi dar ênfase ao trabalho doméstico e fazer críticas em cima do posicionamento da sociedade sobre o assunto.

Em que língua escrever?

Em que língua escrever

As declarações de amor?

Em que língua cantar

As histórias que ouvir contar?

Em que língua escrever

Contando os feitos das mulheres

E dos homens do meu chão?

Como falar dos velhos

Das passadas e cantigas?

Falarei em crioulo?

Mas que sinais deixar

Aos netos deste século?

 

Ou terei de falar

Nesta língua lusa

E eu sem arte nem musa

Mas assim terei palavras para deixar

Aos herdeiros do nosso século

Em crioulo gritarei

A minha mensagem

Que de boca em boca

Fará a sua viagem

 

Deixarei meu recado

Num pergaminho

Nesta língua lusa

Que mal entendo

Ou terei de falar

Nesta língua lusa

E eu sem arte nem musa

Mas assim terei palavras para deixar

Aos herdeiros do nosso século

 

Em crioulo gritarei

A minha mensagem

Que de boca em boca

Fará a sua viagem

 

Deixarei o recado

Num pergaminho

Nesta língua lusa

Que mal entendo

E ao longo dos séculos

No caminho da vida

Os netos e herdeiros saberão quem fomos

 

“Em que língua escrever”. SEMEDO, Maria Odete da Costa Soares. Em: Entre o ser e o amor. Bissau: Inep, 1996.

O poema Em que língua escrever? foi escrito por Odete Semedo, em 27 de março de 2009. Foi recitado por alunos da turma do 1º A na apresentação do Sarau, no Centro de Ensino Médio 01 do Gama.

No poema retratada um grito de liberdade que com os passar dos anos os netos e herdeiros irão saber que mulheres e homens negros lutaram muito para ter as suas conquistas e que suas histórias jamais deverá ser esquecida. A manifestação dos costumes  do povo é preocupação constante, no sentido de manter vivas as tradições para as gerações futuras

>Maria Odete da Costa Soares Semedo nasceu em 1959. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, foi Presidente da Comissão Nacional para a UNESCO-Bissau.

Fundadora da "Revista de Letras, Artes e Cultura Tcholona", publicou o livro de poemas ENTRE O SER E O AMAR, em Bissau[1996]. Atualmente, é pesquisadora, na capital guineense, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas, para as áreas de Educação e Formação.

A caracterização do 1° "A" foi muito boa, as roupas estavam combinando, o cenário tava bom, porém,  os alunos estavam falando muito baixo e, por isso, quem estava nas cadeiras de trás quase não conseguia ouvir o que eles estavam querendo dizer!

Parabéns a todos os alunos do 1° "A" que participaram do sarau.

Atrasados do ENEM

Os alunos deficientes auditivos (DA) da turma do 1°ano C, apresentaram um teatro em libras no Sarau da Consciência Negra do Centro de Ensino Médio 01 do Gama. O teatro apresentou uma pequena história de um Índio e um negro que estão atrasados para o Enem, eles estão correndo para a escola em que vão fazer a prova e são confundidos com bandidos pelos policiais que estão por perto . 

A imagem que querem passar com o teatro é o preconceito que ainda tem dentro de nós, que julgamos os negros na rua ou qualquer outro lugar.

Alunos que deram a voz: Eduardo e Gabriela.

Roteirista: João Pedro.

Personagens: Vinícius, Hellen, Sandro, Guilherme e Anna Clara.

Caramuru

Conta-se a historia de Diogo Alvares de Coreia, português que naufragou  perto da praia do Brasil, foi encontrado pelos índios que o capturam e o prendem para comê-lo, então ele sonha com uma mulher que vestia roupas da cor vermelho ,rosa e branco  começam a conversar ,Caramuru pergunta aonde ele estaria, ela responde esta na terra dos indígenas ,ele pergunta como ela sabe falar a sua língua, ela diz que essa e a língua deles , logo após 3 Deusas indígenas conversam e resolvem ajuda-lo e o encontram e lhe oferece ajuda mas ele recusa pois já seguia um Deus, e de alguma forma ele consegue fugir porem os Tupinambás os persegue então corre até os destroços do nau e encontra uma arma e munição e atira para cima e os índios se assustam e ele ameaça atirar novamente, mas os índios passaram a  chamá-lo  de Caramuru ¨Deus do Trovão¨ ,pouco tempo depois Diogo liberta alguns de seus    amigos de serem comidos pelos Tupinambás, pouco tempo depois e o chefe da tribo Gupeva  oferece suas filhas Paraguaçu e Moema e ele as aceita chegam os europeus, Diogo vê  uma oportunidade de voltar para Portugal, mas só poderia ir com uma mulher que era o permitido no Cristianismo teve de escolher e escolheu Paraguaçu ,Moema não aceitava ser deixada para trás e nadou  atrás de Diogo ao ponto de se afogar ,Pouco tempo depois Caramuru retorna com padres para ensinar aos indígenas sobre o Cristianismo.       

Fontes:

 Youtube Filme Caramuru Uma invenção do brasil (https://www.youtube.com/watch?v=nOEuBAdzsKk&t=9s)

Sites Sobre O livro do Caramuru:

(https://www.sohistoria.com.br/biografias/caramuru/)

(http://www.historia-bahia.com/caramuru.htm)

(https://pt.wikipedia.org/wiki/Caramuru)

Terrtório Ancestral

Maá munhã ira apigá upé rikué

Waá perewa, waá yuká

Waá munhã maá putari.

Tradução:

O que fazer com o homem na vida,

Que fere, que mata,

Que faz o que quer.

Do encontro entre o “índio” e o “branco”,

Uma coisa não se pode esquecer,

Das lutas e grandes batalhas,

Para terra o direito defender.

A arma de fogo superou minha flecha,

Minha nudez se tornou escandalização,

Minha língua foi mantida no anonimato,

Mudaram minha vida, destruiram o meu chão.

Antes todos viviam unidos,

Hoje, se vive separado.

Antes se fazia o Ajuri,

Hoje, é cada um para o seu lado.

Antes a terra era nossa casa,

Hoje, se vive oprimido.

Antes era só chegar e morar,

Hoje, nosso território está dividido.

Antes para celebrar uma graça,

Fazia um grande ritual.

Hoje, expulso da minha aldeia,

Não consigo entender tanto mal.

Como estratégia de sobrevivência,

Em silêncio decidimos ficar.

Hoje nos vem a força,

De nosso direito reclamar.

Assegurando aos tanu tyura,

A herança do conhecimento milenar

Mesmo vivendo na cidade,

Nos unimos por um único ideal,

Na busca pelo direito,

De ter o nosso território ancestral.

O que fazer com homem na vida

Que fere, que mata,

Que faz o que quer.

Escrito por Márcia Vieira da Silva, artisticamente Márcia Wayna Kambeba, indígena da étnia Omágua/Kambeba, (usou esse nome pois quis com ele mostrar dois universos, o não indígena apresentado pelo seu nome Márcia e o indígena representado pelo nome Wayna que é seu nome indígena e Kambeba a sua etnia) é geógrafa, mestra em Geografia  e pesquisa sobre seu povo envolvendo Território e Identidade em um processo de ressignificação da etnia. Escreve poemas indígenas relacionados a vivência, território e identidade do povo indígena Omágua/Kambeba e dos povos indígenas em geral, é cantora, compositora, fotografa registrando a vivencia dos povos, palestrante de assuntos indigenas e ambiental, professora.

 

Márcia Kambeba reflete sobre os desafios de seu povo, as violências sofridas pela mulher nas aldeias e os preconceitos vividos pelos indígenas no Brasil ainda hoje, como, por exemplo, a invasão dos territórios indígenas, a ocupação das terras...

A apresentação das meninas do 1º ano A, foi uma apresentação sem maiores espetáculos. Todas vestidas de índias, sentaram-se em uma roda e recitaram de forma serena o poema "Território Ancestral".

Poema "Lição"

Lição:

Ensinaram-lhe na missão,
quando era pequenino:
"Somos todos filhos de Deus; cada Homem
é irmão doutro Homem!"

Disseram-lhe isto na missão,
quando era pequenino.

Naturalmente,
ele não ficou sempre menino:
cresceu, aprendeu a contar e a ler
e começou a conhecer
melhor essa mulher vendida
- que é a vida
de todos os desgraçados.

E então, uma vez, inocentemente,
olhou para um Homem e disse "Irmão..."
Mas o Homem pálido fulminou-o duramente
com seus olhos cheios de ódio
e respondeu-lhe: "Negro".

Poema "Lição" de Noêmia de Sousa relata bem o que acontece com as pessoas negras hoje em dia, pois, por mais que sejam pessoas capacitadas, ainda vão ser alvo de olhares menosprezando-as pela sua cor. Noêmia de Sousa falou uma dura realidade que acontece diariamente, situações imperdoáveis de racismo.

 Apresentação: Na apresentação do poema Lição, de Noêmia de Sousa, passou um pensamento positivo, que muitas coisas irão acontecer por você ser negro, por ter o cabelo crespo, etc. Contudo, não deve se deixar abater  porque não tem nada de errado em ser negro, erradas são as pessoas que têm o preconceito étnico-racial.

Me Gritaron Negra - Victoria Santa Cruz

Tenía siete años apenas,
apenas siete años,
¡Que siete años!
¡No llegaba a cinco siquiera!

De pronto unas voces en la calle
me gritaron ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!

“¿Soy acaso negra?” – me dije ¡SÍ!
“¿Qué cosa es ser negra?” ¡Negra!
Y yo no sabía la triste verdad que aquello escondía. Negra!
Y me sentí negra, ¡Negra! 
Como ellos decían ¡Negra! 
Y retrocedí ¡Negra!
Como ellos querían ¡Negra!
Y odié mis cabellos y mis labios gruesos
y miré apenada mi carne tostada
Y retrocedí ¡Negra!
Y retrocedí…
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Neeegra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!

Y pasaba el tiempo,
y siempre amargada
Seguía llevando a mi espalda
mi pesada carga

¡Y cómo pesaba! …
Me alacié el cabello,
me polveé la cara,
y entre mis cabellos siempre resonaba
la misma palabra
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Neeegra! 
Hasta que un día que retrocedía,
retrocedía y que iba a caer
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! 
¿Y qué?

¿Y qué? ¡Negra! 
Sí ¡Negra! 
Soy ¡Negra!
Negra ¡Negra! 
Negra soy

¡Negra! Sí
¡Negra! Soy
¡Negra! Negra
¡Negra! Negra soy
De hoy en adelante no quiero
laciar mi cabello
No quiero
Y voy a reírme de aquellos,
que por evitar – según ellos –
que por evitarnos algún sinsabor
Llaman a los negros gente de color
¡Y de qué color! NEGRO
¡Y qué lindo suena! NEGRO 
¡Y qué ritmo tiene! 
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO 
Al fin
Al fin comprendí AL FIN 
Ya no retrocedo AL FIN 
Y avanzo segura AL FIN 
Avanzo y espero AL FIN
Y bendigo al cielo porque quiso Dios
que negro azabache fuese mi color
Y ya comprendí AL FIN 
Ya tengo la llave 
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO 
¡Negra soy!

Victoria Santa Cruz é uma coreografa, dançarina, figurinista e poeta peruana, nascida em Lima em 1922. É irmã do poeta Nicomedes Santa Cruz. Estudou em Paris na Escola Superior de Estudos Coreográficos, onde criou os figurinos de peças como El retablo de don Cristóbal, de Federico García Lorca, e La rosa de papel, de Ramón del Valle Inclán. De volta ao Peru, fundou o Teatro y Danzas Negras del Perú. Apresentou-se e lecinou em diversos países, como Estados Unidos, Canadá, El Salvador, Guatemala, França, Bélgica, Suiça, Rússia e Israel, entre outros. Considerada significativa em um renascimento da cultura afro-peruana nos anos de 1960 e 1970. 

 O Poema retrata uma pessoa negra que desde pequena sofria com sua cor de pele, pois as pessoas sempre a atormentavam e então ela decidiu tentar esconder seus traços para ser aceita na sociedade. Mas ela não estava feliz com isso, pois sempre a palavra ´´NEGRA´´ e o preconceito que ela sofria vinha em sua cabeça. Com o passar do tempo, ela começou a se aceitar, começou a se libertar e então começou a ter orgulho da palavra ´´NEGRA´´ e se orgulha mais ainda por ser negra.

A apresentação do poema foi feita pela turma do 1º B e ficou muito boa. A aluna Gabriela Dias, que fez a protagonista principal, conseguiu falar o poema em espanhol muito bem, não teve erros, o cenário, o figurino e a encenação estavam muito bons também.

Sarará crioulo

Os meus olhos coloridos
Me fazem refletir
Eu estou sempre na minha
E não posso mais fugir

Meu cabelo enrolado
Todos querem imitar
Eles estão baratinados
Também querem enrolar

Você ri da minha roupa
Você ri do meu cabelo
Você ri da minha pele
Você ri do meu sorriso

A verdade é que você
Tem sangue crioulo
Tem cabelo duro
Sarará crioulo
Sarará crioulo (sarará crioulo)
Sarará crioulo (sarará crioulo)
Sarará crioulo (sarará crioulo)
Sarará crioulo (sarará crioulo)

Os meus olhos coloridos
Me fazem refletir
Que eu estou sempre na minha
Ah e não posso mais fugir

Meu cabelo enrolado
Todos querem imitar
Eles estão baratinados
Também querem enrolar

Você ri da minha roupa (ri da minha roupa)
Você ri do meu cabelo (ri do meu cabelo)
Você ri da minha pele (ri da minha pele)
Você ri do meu sorriso (ri do meu sorriso)

Verdade é que você (verdade é que você)
Tem sangue crioulo (tem sangue crioulo)
Tem cabelo duro (tem cabelo duro)
Ah sarará crioulo (sarará crioulo)
Sarará crioulo (sarará crioulo)
Sarará crioulo (sarará crioulo)
Sarará crioulo (sarará crioulo)

Compositor: Macau

 

Olhos coloridos, que ficou conhecida na voz de Sandra de Sá no começo dos anos 1980, é fruto de uma experiência pela qual muitos negros brasileiros ainda sofrem: o racismo. Macau, autor da música, compôs a música na década de 1970, após ser preso injustamente pela Polícia Militar do Rio de Janeiro em uma exposição de escolas públicas no Estádio de Remo da Lagoa.

 

Essa música representa a cultura afro brasileira, pois os negros ainda sofrem muito preconceito. A canção para nós é  considerado um símbolo do orgulho negro no Brasil.

Olhos Coloridos conhecida na voz de Sandra de Sá, teve uma apresentação no Sarau de um grupo talentoso, formado pelos alunos Manú Soares, do 1º P, Yves Santana, do 1º G e Gustavo Aragão, do 1º A. A apresentação linda e envolvente teve participação também empolgante por uma parte do rapper Rian Balbino, que citou a escravidão e racismo que nos dias de hoje ainda existem.

O vendedor de passados

O romance, escrito por José Eduardo Agualusa e publicado em 2004, é uma imensa sátira política e social da Angola atual.

Em O Vendedor de Passados, Agualusa conta a história de Félix Ventura, um albino que tem como profissão inventar passados gloriosos aos seus clientes.

Em um enredo que mistura "antigamentes" fictícios com realidades não menos verossímeis, o leitor acompanha o drama de uma osga que convive dramaticamente com as lembranças da sua encarnação humana, a insistência de um homem em perseguir e validar o passado comprado, e a agitação constante mas sutil de uma Luanda habitada por valas de lixo, por loucos e por elites que o são por engano.

Uma idéia perigosamente interessante, extravagante, misteriosa... que mistura as metáforas e analogias com o Mundo Natural.

Povoado de personagens pitorescos como a osga, um assombro, sempre atenta a tudo e a recordar o tempo em que era humana.

A obra O Vendedor de Passados, retrata a vida de um homem que cria passados para seus clientes, porém quando o seu próprio passado tende a voltar, ele o recusa. Tudo o que acontece é narrado por uma lagartixa, uma osga.
   A falta de um microfone atrapalhou a compreensão da apresentação, que, mesmo assim, foi bem executada, a voz dos alunos deveria ter um tom mais alto, pois como foi dito, a compreensão da apresentação foi ruim para aqueles que estavam longe do palco. A caracterização dos personagens é algo a se elogiar, a fantasia de lagartixa então, isso sim foi entrar de cabeça na obra. De todo modo, os alunos estão de parabéns por terem feito uma boa apresentação.

Temática

No livro também surge um tema caro à literatura universal: a meta-literatura. Por exemplo, contar a história de um escritor. Meta-literatura um tanto alterada em O Vendedor de Passados, porém presente. O ofício de criar histórias e personagens de Félix Ventura para seus clientes é em muito similar ao de um escritor.

O tema recorrente do autor está presente também nesse romance: a história de Angola, sua herança de Portugal e a relações existentes entre todos os países ligados por esse idioma comum, a língua portuguesa.

Enredo

Nesta história, um albino morador de Luanda, capital de Angola, elabora árvores genealógicas em troco de pagamento. Uma atividade um tanto quanto estranha exercida por um esquisito personagem principal - o vendedor de passados falsos, chamado Félix Ventura e uma lagartixa que, na verdade comanda toda a narrativa.
 

A lenda do tambor africano 

O conto fala sobre como os macacos do nariz branco de uma das ilhas da Guiné Bissau formaram uma pilha de macacos para chegar à lua, porém a pilha desmoronou deixando apenas um macaco pendurado na lua, que o ajudou a subir e o abrigou. Ela gostou tanto dele que lhe deu um tambor.  No entanto, com o tempo, ele sentiu saudades da terra e pediu para deixar ele voltar.                                                       

A lua amarrou ele no tambor e pediu para que ele tocasse apenas quando chegasse de volta à Terra para saber a hora de cortar a corda, porém ele não resistiu e tocou antes, a lua escutou e cortou a corda, fazendo ele cair e morrer.

Antes de seu último suspiro, ele entregou o tambor a uma garota e pediu para que ela entregasse para a sua tribo, Bijagós e assim surgiu o tambor na África.

Via Láctea - Constelação da Serpente

                         Gilvan samico

Gilvan Samico foi um artista que nasceu em Recife Pernambuco, teve ocupação como gravurista, desenhista e pintor, criou entre várias, a obra Constelação da Serpente de 2005.

A obra Via Láctea, Constelação da Serpente é basicamente uma interpretação da cultura indígena a cerca da origem do universo. Pois mostra a visão dos nativos acerca das constelações, seus significados e culturas.

Na obra Via Láctea, Constelação da Serpente temos ao centro a representação de uma tribo indígena, sendo que nos dois contos há índios povoando arco e flecha. Logo acima está a Constelação da Serpente, fruto da interpretação indígena do universo.